Jessica Bachega e Vithória Sampaio
Comandante-Geral da Polícia Militar, Alexandre Corrêa Mendes, afirmou desconhecer a ata da reunião que ocorreu em São José do Rio Claro (315 km a Médio norte), no ano passado, onde o 3º sargento da Gabriel Castela Cardoso, 34, disse que “teve vontade de matar” o 2º sargento Willian Ferreira e depois se matar. A ata veio à tona 10 dias após Gabriel matar Willian e tirar a própria vida dentro do quartel.
Em nota encaminhada à imprensa, o coronel informou que sequer receber o documento, mas que já determinou a abertura de um novo procedimento, junto à Corregedoria-Geral, para uma nova investigação.
“Tal documento, até o presente não reportado ao Alto Comando da PMMT, fora imediatamente encaminhado para a Corregedoria-Geral a fim de subsidiar abertura de novo procedimento […] pois não coadunamos em nenhuma hipótese com qualquer tipo de ilegalidade”, pontuou.
O GD teve acesso à ata que revelou da reunião realizada com o comandante da unidade Cristyano Cássio Gonçalves de Vasconcelos no 13 de outubro de 2022. O encontro foi marcado com objetivo de Gabriel e Willian resolverem suas “diferenças”.
Na ocasião, ambos militares disseram que os atritos eram por conta do comportamento deles. Gabriel não concordava com o tratamento que Willian, seu superior, dava aos subordinados. Após a reunião, ambos seguiram trabalhando juntos, mesmo com as desavenças e o desejo que Gabriel tinha de matar o colega de farda.
Assinaram a ata da reunião o comandante, tenente-coronel Cristyano Cássio Gonçalves de Vasconcelos, o 1º tenente Mateus Leandro Ferreira Nunes, a vítima, 2º sargento Willian Ferreira e o acusado, 3º sargento Gabriel Castella Cardoso.
O caso
Gabriel matou Willian a tiros dentro da unidade no dia 21 de outubro. No dia seguinte, mesmo preso, ele conseguiu acessar sua arma e tirar a própria vida. Situação gerou grande comoção no batalhão e em todo o estado.
O comandante Crystiano Cásso foi afastado do cargo e os militares remanejados para outras unidades, uma vez que estavam todos muito abalados. A Polícia Civil apura as mortes e a Corregedoria da Polícia Militar também age no caso.
Leia a nota do coronel na íntegra:
“Informamos conhecimento de Ata veiculada pela imprensa, cujo conteúdo infere ciência prévia de conflitos envolvendo militares mortos neste mês em São José do Rio Claro.
Tal documento, até o presente não reportado ao Alto Comando da PMMT, fora imediatamente encaminhado para a Corregedoria-Geral a fim de subsidiar abertura de novo procedimento.
Colocamo-nos, enquanto Comandante-Geral, à inteira disposição dos familiares e imprensa para todo esclarecimento suscitado, pois não coadunamos em nenhuma hipótese com qualquer tipo de ilegalidade.
Alexandre Mendes – Cel PM
Comandante-Geral da PMMT”
Fonte:Gazeta Digital

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